Alemão entrevista

http://www.democrart.com.br/artist/detail/artista.306/alemoAnderson Ferreira Lemes, nascido na cidade de Assis, usa o nome artístico de Alemão. Desenvolve o graffiti e as artes plásticas desde 2004. Com o graffiti registra a arte urbana em espaços públicos, apontando as realidades locais e dando vida à grandes superfícies, monumentos e regiões isoladas de diversas cidades do Brasil e do mundo.
Seus quadros atuais que compõe a Série Bicicletas, apresentam um colorido diversificado, símbolos e personagens imaginários que conduzem as bicicletas à passeios pelas cidades, seja dia de sol ou de chuva distribuindo sentimentos de alegria, perseverança, humildade, amizade e amor, colorindo, alegrando e encantando o espectador de forma social, criativa e contemporânea. Envolvido em  uma série de  exposições pela  Europa, nos concedeu essa entrevista onde faz um balanço das sua atividade artística e nos fala sobre as suas inspirações e carreira:  

1.    Como você define o seu estilo? Acho difícil me enquadrar em um estilo único.  Crio  personagens que  pedalam para  um mundo bom, alegre e colorido. Nada mais é do que  um sonho lúdico que nos remete a infância. 

2.    Quando e como começou a grafitar? Lembro que muito novo  eu  já era  um grafiteiro, mesmo desconhecendo técnicas, rabiscava as ruas com  tijolos e gesso. Muitas vezes amassava plantas  e fazia desenhos em alguns muros. Estava prestes a ser expulso da escola por estourar bombas e por  bagunça quando um professor de artes comprou tintas e pincel. Isso  foi em  2002 , a partir daí nunca parei e comecei  a estudar  os artistas através  de revistas e livros .

3.    Quais são as principais influências no seu trabalho? Pessoas, animais, cores, formas, bicicletas, mundo lúdico, alegria , balões, moda, grafite, arte  de  rua, viagens, enfim, um mix de muitas coisas.

4.    Oque você tenta comunicar com sua linguagem, e o que você gostaria que seu trabalho despertasse nas pessoas? Nunca fiz arte pensando  em  despertar sentimento nas pessoas. A  arte para mim é muito particular, nunca penso o que as  pessoas vão sentir, eu apenas pinto o  que  eu sinto no momento. Claro que com o resultado final, sei que desperto uma  infinidade de sentimentos nas pessoas e   acho isso fantástico. A  arte nada  mais é do que  cada  um sente, o artista nunca pode ser o   dono  da verdade . 

5.    Como você acha que a iniciativa de oferecer arte de maneira mais acessível se encaixa no mercado hoje? Graças  a  tecnologia conseguimos ter acesso a  obras de arte por  um menor custo, tornando o mercado de arte menos seletivo. Também sou consumidor deste mercado e tenho alguns giclees. A  qualidade é fantástica, difícil de acreditar que são impressões.

6.    Qual a importância do giclee no mercado da arte atual? Acho importante pois leva arte a muitos lugares e pessoas e assim o trabalho do artista passa a ser  reconhecido em varios lugares do mundo.

7.    Oque acha de ter os seus trabalhos na Democrart? Fiquei muito grato de fazer  parte desta grande galeria. Os originais da maior parte das obras disponíveis na Democrart  estão fora do país. Com as  tiragens sei que muitos brasileiros conseguiram adquirir minha arte com a mesma  qualidade. 

8.    Quais são os projetos nos quais está trabalhando agora, e quais são os seus projetos futuros ? Estou desenvolvendo   intervenções e grafites pela  Europa; França, Itália, Irlanda, Inglaterra, Suíça e Espanha,  são os países onde  deixei um pouco da minha arte urbana .

9.    Quando será a sua próxima exposição? Participei de  3  exposições  na Suíça, na Itália e na Irlanda . Estou indo para as duas  últimas exposições que serão em  Paris  e  na Alemanha.