Sebastião Salgado na briga pelo Oscar

 

Há mais de três décadas captando as belezas naturais do planeta, das áridas savanas na África às gélidas paisagens do Pólo Norte, o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado ganha ainda mais reconhecimento internacional com a indicação de “O Sal Da Terra” ao Oscar de Melhor Documentário.

O diretor escolhido para levar as imagens do fotógrafo para as telonas foi o cineasta alemão Wim Wenders, famoso por longas como “Ases do Desejo”, “Alice na Cidade” e o performático longa sobre a coreógrafa Pina Bausch. O filho de Sebastião foi o responsável por fazer a conexão entre o fotojornalista e o cineasta.

O filme concorre com “Citizen Four”, de Laura Poitras, que trata do caso Edward Snowden e expõe os recentes escândalos de espionagem nos Estados Unidos, “Last Days In Vietnam”, de Rory Kennedy, que relata os últimos dias de guerra no país de forma documental e “Virunga”, de Orlando von Eisendel, que mostra imagens dos últimos gorilas do Parque Nacional do Congo e as brigas da população pela preservação do local.

“Minhas fotografias são um vetor entre o que acontece no mundo e as pessoas que não têm como presenciar o que acontece”, Sebastião Salgado

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Genesis reúne as 200 melhores fotos em preto e branco de Salgado

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Salgado tem um olhar único sobre as nuances da natureza

“Vivian era compassível, sensível às fragilidades humanas e as tragédias da vida, mas também tinha um grande senso de humor”
— John Maloof

Uma novidade dentro da categoria, é que o brasileiro concorre com a biografia sobre outra fotógrafa muito falada nos últimos cinco anos. Mesmo com diretores e percepções diferentes, os filmes fazem registros sobre a vida e obra de dois entuasiastas dos cliques com muitas imagens, gravações in loco e depoimentos.

“Finding Vivian Maier”, de John Maloof e  Charlie Siskel, trata do acervo escondido da babá americana Vivian Meier, que reúne mais de 150 mil fotografias mostrando a arquitetura, as pessoas e o cotidiano de cidades como Los Angeles e Chicago nas décadas de 50 e 60, além de suas viagens para cidades como Egito, Itália e Pequim.

Maier escondia suas imagens e seu material fotográfico em quartinho. Sua obra só foi reconhecida após a sua morte em 2009, com exposições de sucesso no Hemisfério Norte e um grande hype em torno da sua história.

Autoretrato de Vivian Meier em Chicago, um dos registros encontrados por John Maloof

Deixando a nacionalidade de lado e observando os materiais como peças artísticas de dois grandes fotógrafos que registraram épocas tão diferentes, fica difícil saber quem escolher.

De um lado temos Salgado, seu profissionalismo e a missão de fazer o espectador viajar com seus registros da natureza em extinção nos quatro cantos da Terra e ainda um diretor consagrado por trás das filmagens. Ou a história ordinária de Maier, uma estudante incansável que registrou o cotidiano de uma época e a paisagem urbana de grandes cidades com poucos recursos e muita inspiração. Quem é seu favorito?

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