Iole de Freitas: “Sou minha própria arquitetura”

 

Agaleria apresenta sete obras de Iole de Freitas, em Sou minha própria arquitetura. A mostra decorre da pesquisa realizada pela artista durante sua residência na Casa Daros, no Rio de Janeiro, entre 2011 e 2013, que deu origem ao livro “Para que servem as paredes do museu?”. Neste período, Iole trabalhou em meio à instabilidade da restauração da instituição carioca e tal condição influenciou a criação de sua grande instalação com a qual o espaço foi inaugurado.

Na presente mostra Iole amplia os conceitos arquitetônicos existentes nos prédios dos museus onde atuou como, Casa Daros, Pinacoteca de São Paulo, Casa França Brasil, entre outros, e apresenta obras em formatos menores que enfocam os mesmos conceitos estéticos elaborados em suas grandes instalações.

“O espectador, obviamente, não percorre o espaço externo de fato, mas o incorpora à sua experiência física e visual”
— Iole de Freitas

Obras construídas em chapas de aço opaco ou refletor que constituem as “paredes” do ambiente e recebem intensas torções das chapas coloridas de policarbonatos.”Em uma nova linguagem, o trabalho desloca as paredes originais dos prédios e implanta uma intervenção plástica diferente, reiterando aquela das grandes instalações previamente realizadas”, afirma.

Iole de Freitas nasceu em Belo Horizonte, MG, 1945 – vive e trabalha no Rio de Janeiro. Estudou na Escola Superior de Desenho Industrial no Rio de Janeiro (1964-1965). De 1970 a 1978 viveu em Milão, Itália, onde trabalhou como designer no Corporate Image Studio da Olivetti. A partir de 1973 produz e expõe seu trabalho artístico.

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Obras de Iola brincam com arquitetura além da superfície

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Iola já levou seus conceitos arquitetônicos para a Pinacoteca de São Paulo

Entre as diversas exposições individuais e coletivas em todo o mundo destacam-se: 9ª Bienal de Paris (1975); 15ª Bienal Internacional de São Paulo (1981); exposição itinerante “Cartographies” (1993), na Biblioteca Luis Ángel Aranjo (Bogotá, Colômbia), no Museo de Artes Visuales Alejandro Otero (Caracas, Venezuela), na National Gallery (Ottawa, Canadá), no Bronx Museum (Nova York, EUA). Em 2009-2010 expôs na Casa França-Brasil (Rio de Janeiro) e na Pinacoteca do Estado (São Paulo), e participou da mostra “O Desejo da Forma” na Akademie der Kunst, em Berlim, Alemanha. Sua trajetória encontra-se documentada em vários textos e publicações de renomados críticos de arte. É representada pela Galeria Raquel Arnaud desde 1988.

Desconstrução de Iole de Freitas no Museu Fridericianum, parte da XII Documenta de Kassel, na Alemanha

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HarmoniaClaudia Kiatake

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